Rumo · 4 min de leitura
Não precisa do mapa todo
Evelyn Mayes
3 de outubro de 2026

Uma das coisas que mais ouço é: «Eu começava, se ao menos pudesse ver como é que tudo se vai resolver.»
Compreendo. Quando carrega responsabilidades há anos, aprende a ter um plano para cada desfecho. Mas uma visão não é um plano de projeto, e esperar pelo mapa todo é uma das formas mais bondosas, só na aparência, de nos mantermos presas.
Uma candeia, não um holofote
Há uma imagem antiga de que gosto muito: uma candeia para os seus pés. Não um holofote para o vale inteiro — uma candeia. Luz suficiente para o próximo passo e, depois de o dar, suficiente para o seguinte.
É assim que o rumo funciona de verdade. Não recebe o quinto passo antes de ter dado o primeiro.
A fé e o medo pedem-lhe o mesmo
Tanto a fé como o medo lhe pedem que acredite em algo que ainda não consegue ver. O medo imagina o pior e chama-lhe realismo. A fé imagina a vida que adoraria viver e, mesmo assim, dá um passo na sua direção.
Não precisa de se sentir destemida. Só precisa de deixar que seja a fé a escolher o próximo passo.
Um ritual semanal de 15 minutos
Uma vez por semana — o domingo à noite funciona bem —, sente-se com a sua visão escrita e faça três perguntas:
- Qual é o passo que posso dar esta semana, a partir de onde estou, com aquilo que tenho?
- O que se pode meter no caminho, e o que vou fazer quando isso acontecer?
- A quem poderia contar, para não carregar isto sozinha?
Escreva as respostas. Depois dê o passo, por mais pequeno que seja. Na semana seguinte, a candeia já terá avançado.
A visão da Esther estava «só no papel» quando começámos. Passo a passo, chegou à direção de uma instituição de solidariedade que recebeu uma subvenção de 100 000 £.